A Revolução de Abril no Agrupamento de Escolas de Mondim de Basto

Sob o mote “Terra da Fraternidade: A Revolução Portuguesa Por Quem A Construiu”, o AE Mondim de Basto celebrou a Revolução do 25 de Abril com uma conversa com o “Capitão de Abril” Rodrigo Sousa e Castro.

A Revolução que trouxe a democracia, a liberdade e a paz a Portugal foi evocada e celebrada na Escola Básica e Secundária de Mondim de Basto no seu 52.º aniversário. Pelas 10h30 o auditório da escola encheu-se com as turmas 10.ºB, 10.ºC, 11.ºB e 12.ºB, bem como elementos da comunidade educativa para uma conversa com o “Capitão de Abril”, o Coronel Rodrigo Sousa e Castro.

A sessão começou com um momento cultural protagonizado por alunos da escola. A aluna Luana Mota interpretou, na flauta transversal, a primeira senha da operação que viria a derrubar o regime fascista no dia 25 de Abril de 1974, “E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho. De seguida, o grupo Tradisom encheu o auditório com uma versão portuguesa do tema chileno “O Povo Unido Jamais Será Vencido”. Por fim, coube a Sofia Abreu, declamar o poema de Chico Buarque, “Tanto Mar”, evocando a esperança que a Revolução Portuguesa trouxe ao povo do Brasil.

Seguiu-se depois a intervenção do Coronel Sousa e Castro. Celoricense, militar de carreira, “Capitão de Abril” e membro do Conselho de Revolução, entretanto promovido a coronel, Rodrigo Sousa e Castro percorreu os percursos da história contemporânea portuguesa que levaram à formação do Movimento dos Capitães. Na sua enérgica intervenção, abordou o seu percurso formativo até à Revolução iniciada a 25 de Abril. Passando pela vida em Celorico de Basto na sua juventude, marcada pelas desigualdades sociais e pela falta de oportunidades, pelas brutalidades e crueldades de uma “guerra sem sentido” até aos pormenores operacionais da operação “Fim-Regime” que viria a derrubar o regime denominado de Estado Novo.

Munido de um conhecimento profundo, uma capacidade de comunicação clara e precisa, foi uma verdadeira aula de história e de memórias que os alunos e comunidade educativa puderam presenciar. Houve ainda tempo no final para algumas questões colocadas pelos mais curiosos. No final, questionado se considerava que a liberdade em Portugal estaria em risco, demonstrou a sua confiança nos jovens para a preservar.